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Disfunção Persistente do Ventrículo Direito e Evolução Hemodinâmica Predizem Deterioração Hospitalar na Embolia Pulmonar de Risco Intermediário-Alto e Alto

Jul 2026 · Arquivos Brasileiros de Cardiologia · Vol 123 · 1 citation · 37 references
Medicine

Abstract

Resumo Fundamento A estratificação de risco na embolia pulmonar (EP) aguda baseia-se principalmente nos achados obtidos na admissão hospitalar. No entanto, permanece incerto se a avaliação seriada da disfunção do ventrículo direito (VD) e das alterações hemodinâmicas fornece valor prognóstico incremental além da estratificação de risco inicial. Objetivos Avaliar variáveis clínicas e de imagem longitudinais associadas a desfechos hospitalares adversos em pacientes com EP aguda de risco intermediário-alto e alto. Métodos Este registro prospectivo incluiu pacientes com EP aguda de risco intermediário-alto e alto. O desfecho primário composto compreendeu mortalidade hospitalar, ventilação mecânica invasiva, choque persistente ou hipotensão e oxigenação por membrana extracorpórea. As variáveis longitudinais foram avaliadas entre 24 e 72 horas após a admissão. Todos os testes estatísticos foram bicaudais, e um valor de p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Foram construídos modelos de regressão logística multivariável, e o desempenho discriminativo foi avaliado por meio da área sob a curva característica de operação do receptor (AUC-ROC). Foi realizada uma análise pré-especificada de dados ausentes para avaliar a disponibilidade da tomografia computadorizada (TC) de seguimento. Resultados O desfecho primário composto ocorreu em 21,2% dos 151 pacientes, com taxa de mortalidade hospitalar de 9,3%. A disfunção persistente do VD na TC de seguimento (χ2 = 15,48; p < 0,001) e a pressão arterial sistólica (PAS) no seguimento (p < 0,001) foram os preditores individuais mais robustos de desfechos adversos. No modelo multivariável longitudinal (n = 60), a disfunção persistente do VD na TC de seguimento (OR 9,70; IC95%, 1,96-47,89; p = 0,005) e a PAS no seguimento (OR 0,90; IC95%, 0,83-0,96; p = 0,003) permaneceram como preditores independentes. O modelo apresentou excelente capacidade discriminativa (AUC-ROC = 0,874) e calibração adequada. A análise de dados ausentes mostrou que os pacientes sem TC de seguimento apresentavam maior gravidade clínica na avaliação inicial, em consonância com um mecanismo de dados ausentes não ao acaso. Conclusões A reavaliação de marcadores de risco estabelecidos durante a hospitalização pode aprimorar a identificação de pacientes que permanecem em alto risco apesar da classificação inicial de risco e do tratamento instituído. A disfunção persistente do VD e valores mais baixos de PAS no seguimento estiveram independentemente associados a desfechos hospitalares adversos, o que reforça o uso da estratificação dinâmica de risco na EP aguda.

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