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Validade do limiar de variabilidade da frequência cardíaca (DFA α1) para estimar a velocidade crítica

Abstract

Introdução: A análise de flutuação depurada de tendência de curta duração (DFA α1) é uma métrica recente na área esportiva, com potencial para identificar os limiares de intensidade de exercício em uma única visita. Um teste amplamente utilizado nesse contexto é o de velocidade crítica (VC) embora sua aplicação demande, no mínimo, dois dias para ser concluída. Validar os limiares de ambas metodologias é muito importante para otimização da prescrição do treinamento aeróbio. Objetivos : 1) Revisar sistematicamente a literatura sobre a aplicabilidade da DFA α1 na identificação dos limiares de intensidade comparando-a com os métodos tradicionais; 2) Avaliar a concordância entre as velocidades obtidas por meio da DFA α1 0,5 e da VC em praticantes de corrida. Metodologia: No estudo 1, a revisão sistemática utilizou-se da metodologia do PRISMA e foi acessada 5 bases de dados. No estudo 2, a amostra foi composta por 16 corredores do sexo masculino (26,1 ± 7,6 anos; IMC: 22,9 ± 1,7) que participaram de três visitas à Faculdade de Educação Física e Desportos da UFJF para realização de testes em esteira e na pista de atletismo. Resultados: No estudo 1, a revisão sistemática totalizou 19 artigos e encontrou uma carência de estudos que envolvesse amostra feminina e há necessidade de padronização de protocolos para melhor concordância entre as medidas. No estudo 2, não houve diferença significativa entre as velocidades (p = 0,140). A velocidade média da DFA α1 0,5 foi de 15,3 ± 1,6 km/h, enquanto a da VC foi de 15,8 ± 1,7 km/h. O gráfico de Bland-Altman mostrou uma diferença média de - 0,5km/h. Conclusão: Há necessidade de maior investigação da DFA α1 na identificação do primeiro limiar de intensidade e, para ambos os limiares, há necessidade de padronização dos protocolos. Sobre a concordância entre as velocidades da VC e da DFA α1 no teste de esforço na esteira, não houve diferença significativa entre elas e foi encontrada uma concordância moderada (r:0,735). Portanto, recomenda-se a utilização da metodologia para corredores treinados.

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