Interações medicamentosas entre fitoterápicos e medicamentos convencionais em idosos com hipertensão arterial e diabetes mellitus: uma revisão da literatura
Abstract
O uso de plantas medicinais e fitoterápicos por idosos com hipertensão arterial e diabetes mellitus é comum e pode trazer riscos quando associado aos medicamentos usados no tratamento dessas doenças. Este estudo teve como objetivo analisar as principais interações entre fitoterápicos e medicamentos utilizados por esses pacientes, considerando os possíveis efeitos dessa associação e a importância do farmacêutico para a segurança do tratamento. Foi realizada uma revisão de literatura, descritiva e qualitativa, com análise de aproximadamente 17 publicações encontradas no Google Acadêmico, SciELO e PubMed, além de documentos de instituições oficiais. Os estudos mostraram que a polifarmácia, as mudanças que ocorrem no organismo durante o envelhecimento e o uso de plantas medicinais sem orientação profissional podem aumentar o risco de interações. Entre as plantas utilizadas para auxiliar no controle da glicemia foram encontrados o abacateiro, a batata-yacon, a carqueja, a cavalinha e a pata-de-vaca. Para o controle da pressão arterial, destacaram-se a colônia, o capim-santo e a erva-cidreira. Quando essas plantas são usadas junto aos medicamentos, podem ocorrer alterações nos seus efeitos, aumentando o risco de problemas como hipoglicemia e hipotensão. Os resultados mostram a importância da orientação e do acompanhamento dos idosos que fazem uso dessas terapias, principalmente daqueles que utilizam vários medicamentos. Nesse contexto, o farmacêutico tem papel importante na identificação de possíveis interações, na avaliação da farmacoterapia e na orientação para o uso seguro de medicamentos e fitoterápicos.Além disso, ainda são necessários mais estudos clínicos sobre essas interações na população idosa.