HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: ADESÃO AO TRATAMENTO E CONTROLE CLÍNICO
Abstract
A hipertensão arterial sistêmica constitui uma das principais condições crônicas associadas à morbimortalidade cardiovascular e permanece como importante problema de saúde pública. Embora existam estratégias farmacológicas e não farmacológicas eficazes, uma parcela expressiva dos indivíduos hipertensos não alcança o controle pressórico adequado, sendo a adesão ao tratamento um dos principais fatores relacionados à efetividade terapêutica. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre adesão ao tratamento da hipertensão arterial sistêmica e controle clínico, considerando os principais determinantes da não adesão, suas repercussões sobre os desfechos clínicos e as estratégias contemporâneas destinadas à melhoria da continuidade terapêutica. Foi realizada revisão narrativa da literatura, priorizando publicações entre 2021 e 2026, incluindo diretrizes nacionais e internacionais, revisões sistemáticas, meta-análises e estudos observacionais e de intervenção. Conclui-se que a adesão deve ser incorporada como componente central do manejo da hipertensão, mediante abordagem individualizada, longitudinal e centrada no paciente.