Associação do estado nutricional e da oferta proteica aos desfechos clínicos de pacientes críticos em uso de terapia nutricional enteral exclusiva
Abstract
Objetivo: Avaliar a associação entre o estado nutricional e o consumo proteico com os desfechos clínicos de pacientes críticos submetidos à terapia nutricional enteral exclusiva em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Métodos: Estudo observacional retrospectivo com pacientes adultos internados em UTI que receberam terapia enteral exclusiva por no mínimo 72 horas. O estado nutricional foi avaliado pelo Índice de Massa Corporal (IMC), e a adequação proteica foi mensurada conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral. Os pacientes foram estratificados de acordo com o tempo para atingir a meta proteica: até 2 dias ou 3 dias ou mais. Foram empregados o teste t de Student e a ANOVA. Resultados: Foram incluídos 206 pacientes, predominantemente do sexo masculino (61,17%) e a mortalidade intra-hospitalar foi de 39,3%. Pacientes que atingiram a meta proteica em até 2 dias apresentaram menor idade, menor tempo de permanência na UTI e menor duração de ventilação mecânica invasiva (VMI). Em contrapartida, maior tempo para alcançar a adequação proteica associou-se a menor IMC, maior internação na UTI e maior tempo de VMI. Conclusão: A adequação proteica precoce influenciou significativamente os desfechos clínicos dos pacientes críticos, evidenciando que o alcance precoce está associado a melhores prognósticos.