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CARDIOPATIA CHAGÁSICA E ANEURISMA DO ÁPICE CARDÍACO: ABORDAGEM FARMACOTERAPÊUTICA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Sep 2026 · Asclepius International Journal of Scientific Health Science · 0 citations

Abstract

Introdução: A Doença de Chagas permanece como um grave problema de saúde pública, sendo a Cardiopatia Chagásica Crônica (CCC) a sua manifestação mais grave e incapacitante. A formação do aneurisma do ápice do ventrículo esquerdo representa uma complicação patognomônica de alto risco, atuando simultaneamente como gatilho para arritmias ventriculares complexas, propulsor da deterioração hemodinâmica na Insuficiência Cardíaca (IC) e substrato para estase sanguínea e fenômenos tromboembólicos. Objetivo: Analisar criticamente as estratégias farmacoterapêuticas atuais e os desafios clínicos no manejo da Insuficiência Cardíaca em pacientes com Cardiopatia Chagásica Crônica complicada por aneurisma do ápice cardíaco. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO, LILACS, ScienceDirect, no repositório da Sociedade Brasileira de Cardiologia e em portais da European Society of Cardiology (ESC), abrangendo publicações entre janeiro de 2022 e setembro de 2026. A amostra final foi composta por 45 estudos selecionados rigorosamente por critérios de elegibilidade. Resultados e Discussão: A CCC distingue-se pelo perfil acentuadamente inflamatório, fibrosante e arritmogênico. O manejo da IC envolve a quádrupla terapia guiada por diretrizes; contudo, a titulação ideal dos fármacos modificadores de doença enfrenta limitações severas decorrentes da bradicardia, bloqueios de condução atrioventriculares/intraventriculares e hipotensão crônica. O aneurisma apical exige estratificação por imagem multimodal (ressonância magnética como padrão-ouro) e indicação precisa de anticoagulação oral plena para prevenção de tromboembolismo. Para o controle da instabilidade elétrica e prevenção de morte súbita, a amiodarona atua como antiarrítmico central, frequentemente combinada ao uso de Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI) e à ablação por radiofrequência. Em estágios terminais, consideram-se o suporte circulatório mecânico e o transplante cardíaco, devendo a terapêutica ser integrada à Medicina do Estilo de Vida e à abordagem multiprofissional. Conclusão: O sucesso do tratamento no subgrupo de pacientes chagásicos com aneurisma apical reside no equilíbrio individualizado entre a farmacoterapia neuro-hormonal, a profilaxia embólica, a supressão antiarrítmica e o emprego oportuno de terapias não farmacológicas avançadas, sendo imperioso o fomento a novos ensaios clínicos focados nas particularidades fenotípicas da afecção.  

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