CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL COMO INDICADOR DE RISCO CARDIOMETABÓLICO: ASSOCIAÇÃO COM FATORES DE ESTILO DE VIDA EM TRABALHADORES DE UMA UNIVERSIDADE DO SUL DO BRASIL
Abstract
As doenças cardiometabólicas estão entre as principais causas de morbimortalidade e apresentam forte relação com fatores modificáveis do estilo de vida. O objetivo deste estudo foi analisar a circunferência abdominal como indicador de risco cardiometabólico e sua associação com atividade física e hábitos alimentares em trabalhadores de uma universidade pública do sul do Brasil. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa. Foram avaliados 210 prontuários de servidores atendidos em consultas de enfermagem no Ambulatório de Saúde Ocupacional. Os dados foram analisados por estatística descritiva e pelo teste de Kruskal-Wallis, adotando-se nível de significância de 5%. Observou-se predominância do sexo feminino (61%) e da faixa etária entre 41 e 60 anos. Entre as mulheres, 68,7% apresentaram circunferência abdominal ≥ 88 cm, enquanto entre os homens 52,4% apresentaram valores ≥ 102 cm, indicando risco cardiovascular aumentado. No sexo feminino, verificou-se associação significativa entre maiores valores de circunferência abdominal, ausência de atividade física (p=0,005) e alimentação inadequada (p=0,003). No sexo masculino, não foram observadas associações estatisticamente significativas. Os resultados evidenciam elevada frequência de risco cardiometabólico na população estudada e sugerem influência dos hábitos de vida sobre a adiposidade abdominal. Conclui-se que a circunferência abdominal é uma medida útil para identificação de indivíduos com maior risco cardiovascular, reforçando a importância de ações voltadas à promoção da atividade física e da alimentação saudável no ambiente de trabalho.