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Avaliação da Velocidade da Onda de Pulso por Meio de Ecocardiografia Transtorácica em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide

Apr 2026 · Arquivos Brasileiros de Cardiologia · Vol 123 · 0 citations · 48 references
Medicine

TL;DR

Although aortic elasticity parameters were normal with conventional measurements based on ascending aorta diameters, PWV measurements with the same device were significantly higher without the need for an additional apparatus or program, and aortic stiffness increased in the BAV group.

Abstract

Resumo Fundamento O aumento da rigidez aórtica em pacientes com válvula aórtica bicúspide (VAB) pode afetar significativamente a morbidade e a mortalidade. Objetivo Nosso objetivo foi avaliar as propriedades de elasticidade da aorta e a usabilidade da nova técnica, medindo a velocidade da onda de pulso (VOP) com um dispositivo de ecocardiografia transtorácica em pacientes com VAB. Métodos Cinquenta pacientes com VAB e 50 crianças saudáveis com características demográficas semelhantes foram incluídos neste estudo. Os pacientes com VAB foram agrupados de acordo com a morfologia das cúspides fundidas. A função valvar era normal ou quase normal nos pacientes com VAB incluídos no estudo. A função ventricular esquerda, o diâmetro da raiz da aorta e as características de elasticidade da aorta de todos os pacientes foram avaliadas. Um valor p <0,05 foi considerado significativo. Resultados A VOP foi significativamente maior no grupo com VAB (p=0,000). Os parâmetros de elasticidade aórtica obtidos a partir dos diâmetros da aorta ascendente foram semelhantes entre os grupos. Os diâmetros da aorta ascendente foram significativamente maiores no grupo com VAB. Houve correlação entre a VOP, o diâmetro da aorta ascendente, a vena contracta na regurgitação aórtica e a velocidade de pico aórtica. Os valores alfa de confiabilidade interobservador e intraobservador da VOP foram de 0,92 e 0,84, respectivamente. Conclusões No grupo pediátrico com VAB e função valvar normal ou quase normal, embora os parâmetros de elasticidade aórtica fossem normais com as medidas convencionais baseadas nos diâmetros da aorta ascendente, as medidas de VOP com o mesmo dispositivo foram significativamente maiores, sem a necessidade de um aparelho ou programa adicional, e a rigidez aórtica aumentou no grupo com VAB. A medição da VOP por ecocardiografia é uma técnica confiável e reprodutível.

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Open access Jul 2026

Tendências Temporais e Desfechos Intra-Hospitalares do Implante de Bioprótese Aórtica Transcateter em Valvas Aórticas Bicúspides no Brasil: Uma Análise Pareada por Escore de Propensão

RESUMO Fundamento: A valva aórtica bicúspide (VAB) é um fator de risco importante para estenose aórtica. No entanto, os desfechos do implante de bioprótese aórtica transcateter (TAVI) permanecem pouco claros, já que a maioria dos ensaios clínicos randomizados excluiu esses pacientes. Além disso, grande parte das evidências publicadas sobre o TAVI em VAB advém de países de alta renda, o que pode não refletir a realidade de países em desenvolvimento. Objetivos: Avaliar tendências temporais, características do procedimento e desfechos intra-hospitalares entre pacientes com VAB e valva aórtica tricúspide (VAT). Métodos: Estudo observacional retrospectivo baseado em um registro multicêntrico brasileiro de pacientes submetidos ao TAVI entre janeiro de 2009 e dezembro de 2021. Realizamos pareamento por escore de propensão para ajustar as comparações. Um valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significativo para todas as análises. Resultados: Entre 2426 pacientes de 25 centros, 111 tinham VAB. Os procedimentos de TAVI aumentaram ao longo do tempo em ambos os grupos. Após o pareamento na proporção de um para três, foram incluídos 90 pacientes com VAB e 243 com VAT. Não foram observadas diferenças significativas nas taxas de complicações vasculares maiores (4% vs. 5%; p=0,99), sangramento maior ou com risco de vida (10% vs. 6%; p=0,34), acidente vascular cerebral (AVC) (2% vs. 0,4%; p=0,37) ou mortalidade intra-hospitalar (7% vs. 3%; p=0,21). Ao longo do tempo, houve redução significativa na mortalidade intra-hospitalar (p<0,01) e nas principais complicações do procedimento (p<0,01 para eventos vasculares, sangramento e AVC), independentemente do tipo de valva. Conclusão: Durante o período do estudo, os procedimentos anuais de TAVI aumentaram tanto em pacientes com VAB quanto com VAT, embora a prevalência de VAB tenha permanecido relativamente baixa. Não houve diferenças significativas nos desfechos do procedimento ou clínicos entre os grupos pareados por escore de propensão, com redução das complicações do procedimento e da mortalidade para ambos os tipos de valva ao longo do tempo.

Pedro Calomeni, Fernando L. M. Bernardi, F. Brito et al. · 0 citations
Open access Aug 2026

Um Novo Escore de Risco Cardiovascular por Ressonância Magnética para Prever a Mortalidade Após Substituição Cirúrgica da Válvula Aórtica

A estenose aórtica degenerativa representa uma das valvopatias mais prevalentes na população idosa, sendo a substituição cirúrgica da válvula aórtica (SAVR) o tratamento padrão-ouro para casos sintomáticos. Contudo, a precisão na predição de desfechos pós-operatórios, especialmente a mortalidade, permanece desafiadora, visto que os escores de risco tradicionais baseiam-se predominantemente em comorbidades clínicas e dados demográficos, negligenciando, muitas vezes, a avaliação refinada do remodelamento miocárdico. A ressonância magnética cardíaca (RMC) emergiu como a modalidade de imagem superior para a caracterização tecidual, permitindo a quantificação precisa da fibrose miocárdica e da hipertrofia ventricular. O objetivo desta revisão sistemática foi analisar a validade científica e a aplicabilidade clínica de um novo escore de risco cardiovascular baseado em parâmetros de RMC para prever a mortalidade após SAVR. Realizou-se uma busca sistemática nas bases de dados LILACS, SciELO e MEDLINE, selecionando estudos que avaliaram o papel da RMC na estratificação de risco pré-operatória. Os resultados indicam que parâmetros como o volume extracelular, o realce tardio pelo gadolínio e a massa ventricular indexada, quando integrados em escores multivariados, apresentam valor incremental significativo em relação aos modelos clássicos para a predição de mortalidade em curto e longo prazo. Conclui-se que a incorporação da RMC no escore de risco transforma a avaliação pré-operatória, oferecendo uma predição mais personalizada e precisa, capaz de identificar pacientes de alto risco que se beneficiariam de um manejo terapêutico diferenciado ou de estratégias de intervenção menos invasivas.

Ana Carolina Cabral Carvalho, Marco Antonio de Sousa Do Vale, Moacir Encarnação de Lira Bisneto · 0 citations
Open access 2026

Variação de indicadores de choque na gasometria arterial e prognóstico de pacientes vítimas de trauma grave

RESUMO Introdução: indicadores de choque na gasometria arterial no contexto de trauma são ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce, quando sinais clínicos ainda não estão presentes. O estudo objetivou analisar o potencial papel prognóstico que esses indicadores podem assumir na avaliação do paciente vítima de trauma. Métodos: estudo retrospectivo com 294 pacientes vítimas de trauma grave atendidos entre 2016 e 2025 em hospital terciário. Foram incluídos apenas os pacientes com gasometria na admissão e após 24 horas, ativação do protocolo de transfusão maciça e laparotomia exploradora. Resultados: dos 294 pacientes, 74 (25,2%) evoluíram para óbito. A variação do lactato foi significativamente maior nos pacientes que morreram (p < 0,001). A AUC da curva ROC foi de 0,6949, com sensibilidade de 72%, especificidade de 98,5% e valor preditivo positivo de 96,4%. A odds ratio para óbito em pacientes com aumento do lactato ≤1 mmol/L foi de 167,14. Já a variação do excesso de base não teve significância estatística (p = 0,054), com AUC de 0,5748. Houve correlação fraca entre a variação do excesso de base e o desfecho (r = -0,1124; p = 0,0063), e correlação fraca a moderada para a variação do lactato (r = 0,2931; p < 0,0001). Também houve associação significativa entre desfecho e idade, escore de coma de Glasgow e parâmetros laboratoriais de admissão e 24h. Conclusão: a variação do lactato nas primeiras 24 horas associou-se à mortalidade em pacientes com trauma grave e apresentou desempenho prognóstico superior ao excesso de base nesta amostra, com capacidade discriminatória moderada.

Jihad Manaf EL Sayed, William Jorge Alves Antonio, A. M. P. Sciarra et al. · 0 citations
Open access 2026

Efeito da poluição atmosférica na variabilidade da frequência cardíaca e da função pulmonar em escolares: estudo transversal, Cubatão, 2017

Resumo Objetivo: Avaliar o efeito da poluição na variabilidade da frequência cardíaca e da função pulmonar em escolares. Método: Estudo transversal com amostra por conveniência de escolares residentes em área de alta poluição em Cubatão, São Paulo. Foram coletados dados de variabilidade da frequência cardíaca em repouso por monitoramento cardíaco, utilizando as variáveis SDNN (desvio-padrão dos intervalos NN), rMSSD (raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças sucessivas entre intervalos NN) e HFnu (componente de alta frequência em unidades normalizadas, indicador da atividade parassimpática autonômica). Para avaliação da função pulmonar, foi realizada espirometria com as variáveis VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e FEF25%-75% (fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da capacidade vital forçada). As concentrações de poluentes foram fornecidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Utilizou-se regressão linear múltipla para investigar associações entre os níveis de poluentes e os parâmetros fisiológicos, pelo software Stata versão 12.0. Resultados: Foram avaliados 77 escolares. O aumento de dióxido de enxofre esteve associado à redução de HFnu: -0,68 (intervalo de confiança de 95% - IC95% -1,27; -0,11) na média diária, -0,67 (IC95% -1,26; -0,07) em dois dias e -1,29 (IC95% -2,21; -0,38) em três dias. O ozônio também se associou à redução de HFnu em -0,32 (IC95% -0,62; -0,02). Quanto à função pulmonar, o aumento de dióxido de nitrogênio foi associado à redução de 0,23% no VEF1 e de 0,30% no FEF25%-75%. Conclusão: Os escolares expostos à poluição atmosférica apresentaram redução da variabilidade da frequência cardíaca e da função pulmonar.

F. R. Oliveira, Laércio da Silva Paiva, R. R. B. Barbosa et al. · 0 citations
Open access Aug 2026

IMPACTO DA DOR NEUROPÁTICA NA CAPACIDADE FUNCIONAL E NO RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES COM DIABETES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: ESTUDO TRANSVERSAL EM CAXIAS, MARANHÃO, 2025

Objetivo: Analisar a associação entre dor neuropática, capacidade funcional e risco cardiovascular em indivíduos com diabetes mellitus assistidos na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Estudo epidemiológico com delineamento transversal realizado em uma unidade básica de saúde com indivíduos diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2. A fonte das informações consistiu na aplicação de questionários validados como o Douleur Neuropathique 4 Questions, Questionário de Roland-Morris e estratificação de risco de Framingham. Foram calculadas medidas de frequência para as variáveis clínicas e testes estatísticos de associação para determinar a significância epidemiológica. Resultados: A pesquisa contou com a participação de 60 indivíduos. Os resultados evidenciaram uma prevalência de dor neuropática em 50% da amostra. A incapacidade funcional grave foi identificada em 25% dos participantes, enquanto o risco cardiovascular alto ou muito alto atingiu 76,7% dos avaliados. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre a presença de dor neuropática e a incapacidade funcional (p=0,003), bem como entre o comprometimento da capacidade funcional e o maior risco cardiovascular (p=0,046). Conclusão: A dor neuropática está associada ao comprometimento funcional e ao aumento do risco cardiovascular na população estudada. Esses achados respondem ao objetivo do estudo e reforçam a necessidade de implementar estratégias de intervenção interdisciplinares e integradas na atenção básica para mitigar tais impactos.

Franciana de Aquino Barrada, Camilla Ruhana Costa Marques, Petra Regina Rodrigues Silva et al. · 0 citations
Open access Jul 2026

AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO ANTI HIPERTENSIVO NO AMBULATÓRIO DE CARDIOLOGIA E CLÍNICA MÉDICA DA FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS

Introdução: A hipertensão arterial (HAS) é uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, que lesa órgãos silenciosamente e está associada a complicações cardiovasculares. O controle inadequado da HAS tem como uma de suas causas à baixa adesão ao tratamento proposto, o que gera impacto negativo na saúde dos pacientes e no sistema de saúde, onerando-o com medicamentos e hospitalizações. Objetivos: Avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso anti hipertensivo em pacientes de um ambulatório escola de Cardiologia e Clinica Médica. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo quantitativo com aplicação do questionário Escala de Adesão Terapêutica de Oito Itens de Morisky, visando classificar os pacientes em boa, moderada e baixa adesão. Aos pacientes pouco aderentes, foi aplicado um segundo questionário para compreender os fatores associados. Resultados: Dos 87 pacientes, 33 (38%) demonstraram boa adesão, 32 (37%) apresentaram adesão moderada e 22 (25%) tiveram baixa adesão. Em relação aos indivíduos pouco aderentes, 77,5% relataram condições socioeconômicas ruins, e 64% conviviam com a hipertensão por mais de 10 anos. Quanto ao tratamento, 36% o acharam complicado, 41% mencionaram efeitos colaterais, e 23% citaram o alto custo. Além disso, 45% consideraram abandonar o tratamento. No que se refere ao serviço de saúde, 68% não acharam as unidades organizadas, 55% não perceberam ações educativas e 64% avaliaram negativamente a relação médico-paciente. Conclusão: O estudo trouxe características do perfil de pacientes hipertensos ambulatório escola bem como propôs medidas que podem melhorar a adesão medicamentosa dos hipertensos.

Wagner Scalabrini Neto, Fernanda Brito de Oliveira, Clara Sousa Diniz et al. · 0 citations